Um adolescente de 13 anos que foi baleado na cabeça por um amigo da mesma idade recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (20), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O jovem permaneceu internado no Hospital Regional do Oeste (HRO) por cerca de dez dias, passou por cirurgia e chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à gravidade dos ferimentos.
O caso aconteceu no dia 10 de outubro, no bairro Efapi, durante um encontro entre amigos na residência do adolescente apontado como autor do disparo. A vítima foi atingida na cabeça e precisou de atendimento de emergência. Durante o socorro, o menino foi intubado e recebeu transfusão de sangue antes de ser encaminhado ao hospital.
Após o atendimento inicial, o adolescente passou por um procedimento neurocirúrgico e permaneceu sob cuidados médicos. Nos dias seguintes, apresentou evolução clínica, deixou a UTI e, posteriormente, recebeu alta. A mãe do jovem compartilhou nas redes sociais a notícia da recuperação e agradeceu pelas mensagens de apoio recebidas durante o período de internação.
Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, o disparo foi efetuado por outro adolescente, também de 13 anos, utilizando uma pistola pertencente ao pai. O homem possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Segundo a investigação, a arma estava guardada em um local de fácil acesso.
As circunstâncias do ocorrido ainda são investigadas. Uma das versões apuradas indica que o adolescente teria se irritado com a bagunça durante o encontro e pegado a arma. A defesa do jovem, por outro lado, sustenta que o disparo aconteceu acidentalmente, durante uma brincadeira entre os dois amigos, que seriam muito próximos.
O pai do adolescente apontado como responsável pelo disparo foi autuado por suspeita de omissão de cautela, em razão das condições de armazenamento da arma de fogo. A investigação busca esclarecer a dinâmica do episódio e as responsabilidades relacionadas ao caso.
A Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que deverá avaliar as medidas cabíveis. O adolescente investigado chegou a ficar em internação provisória, mas deixou a unidade após a Justiça acolher o pedido de revogação da medida. Com isso, ele responderá ao caso em liberdade, conforme as determinações judiciais.
A investigação envolve um ato infracional análogo à tentativa de homicídio, mas ainda não há uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias do disparo. O processo tramita em segredo de Justiça, e novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer os fatos.
O episódio reacende o alerta sobre os riscos relacionados ao acesso de crianças e adolescentes a armas de fogo e a importância de manter esses equipamentos armazenados de maneira segura, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas.
Milton Barao
10/03/2026 at 12:56
Os que trabalham são afastados, os que roubam são privilegiados. Viva o Brasil.