O Governo de Santa Catarina oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias para reforçar ações preventivas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño no estado. A medida foi assinada pelo governador Jorginho Mello e prevê uma série de ações emergenciais para minimizar os impactos de chuvas intensas, enchentes, deslizamentos e inundações.
Com o decreto, o Estado passa a atuar de forma antecipada em regiões consideradas vulneráveis, permitindo o pré-posicionamento de equipes da Defesa Civil, equipamentos, máquinas e recursos materiais antes mesmo da ocorrência de desastres climáticos. Além disso, o governo poderá realizar contratações preventivas de itens humanitários e serviços essenciais para agilizar a resposta em caso de emergências.
Outro ponto importante da medida é a criação de critérios objetivos para decretar situação de emergência ou calamidade pública. Entre os chamados “gatilhos automáticos” estão registros de chuva acima de 80 milímetros em 24 horas, deslizamentos, interrupção de serviços essenciais, famílias desalojadas ou emissão de alertas laranja e vermelho pela Defesa Civil. Caso algum desses critérios seja confirmado, o Estado deverá oficializar a situação de emergência em até 24 horas.
O decreto também determina monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico em regime permanente, funcionando 24 horas por dia, além da mobilização de órgãos estaduais e das prefeituras para atualização dos planos de contingência e reforço nas ações preventivas. Os municípios catarinenses deverão intensificar limpeza de drenagens, fiscalização de áreas de risco e acompanhamento de comunidades vulneráveis.
Segundo a Defesa Civil estadual, atualmente Santa Catarina vive um período de neutralidade climática, mas existe cerca de 80% de probabilidade de formação do El Niño entre julho e agosto deste ano. O fenômeno costuma provocar aumento significativo no volume de chuvas na Região Sul do país, elevando o risco de eventos extremos.
O governo destacou ainda que o decreto não significa estado de calamidade pública, mas sim uma estratégia de preparação antecipada para garantir respostas mais rápidas e reduzir danos à população catarinense em caso de eventos climáticos severos.