O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, recebeu alta hospitalar na manhã desta segunda-feira (1º) e foi transferido para o Presídio Masculino de Lages, na Serra Catarinense. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), que informou que o político foi encaminhado para uma cela individual sob monitoramento dos órgãos competentes.
Jair Júnior estava internado desde o dia 21 de maio no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, após sofrer um grave acidente na BR-116. Durante o período de internação, ele permaneceu sob custódia da Polícia Penal e passou por procedimentos cirúrgicos ortopédicos para tratar as fraturas provocadas pela colisão.
A transferência para o sistema prisional ocorre em cumprimento à decisão da Justiça após a condenação do vice-prefeito a 10 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. A sentença, proferida pela 2ª Vara Criminal de Lages, envolve os crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição contra a ex-companheira. A decisão também determinou a perda imediata do mandato eletivo.
O caso teve início após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em 2025. Segundo as investigações, Jair Júnior foi preso em flagrante naquele ano por violência doméstica e posteriormente denunciado pelos crimes que resultaram na condenação. O processo segue em segredo de Justiça.
O acidente que levou o vice-prefeito à internação aconteceu durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva. De acordo com o Ministério Público, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) realizavam a abordagem quando o veículo conduzido por Jair Júnior colidiu frontalmente contra um caminhão na BR-116, entre Lages e Correia Pinto. A defesa nega que tenha havido tentativa de fuga e afirma que ele não sabia da ordem judicial naquele momento.
Nos últimos dias, a defesa tentou obter prisão domiciliar alegando a necessidade de cuidados médicos especiais em razão das lesões sofridas no acidente. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça, que manteve a prisão preventiva e os efeitos da condenação.
A Prefeitura de Lages informou anteriormente que acompanha os desdobramentos judiciais e administrativos relacionados ao caso. Enquanto isso, os advogados do vice-prefeito seguem buscando recursos para reverter a condenação e a prisão decretada pela Justiça.