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Polícia Federal identifica 132 suspeitos de crimes de ódio e extremismo digital em todo o Brasil

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A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), identificou pelo menos 132 suspeitos de envolvimento em crimes de ódio, extremismo digital e incitação à violência entre os meses de janeiro e maio de 2026. Os investigados foram localizados em 21 unidades da Federação e passaram a ser alvo de operações conduzidas pelas forças de segurança.  

O levantamento foi realizado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que monitora atividades criminosas na internet e presta apoio técnico às investigações. No período analisado, o laboratório colaborou com pelo menos dez operações policiais voltadas ao combate de organizações e indivíduos que utilizam plataformas digitais para disseminar discursos de ódio, conteúdos extremistas e incentivar atos violentos.  

De acordo com o Ministério da Justiça, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram o maior número de suspeitos identificados. As investigações envolvem pessoas ligadas a grupos que promovem ideologias extremistas, além da propagação de conteúdos discriminatórios e criminosos nas redes sociais e aplicativos de mensagens.  

A operação mais recente ocorreu na última sexta-feira (19), em Jaraguá, Goiás, onde a Polícia Federal cumpriu medidas contra um adolescente suspeito de administrar grupos virtuais voltados à divulgação de material extremista e ao incentivo à prática de crimes. Equipamentos eletrônicos foram apreendidos para aprofundar as investigações.  

Segundo o coordenador do Ciberlab, o trabalho do laboratório combina inteligência e tecnologia para identificar autores de crimes praticados no ambiente virtual, auxiliando na prevenção de ataques, especialmente contra escolas, além de combater outras modalidades de crimes cibernéticos. A atuação também busca interromper a formação de redes criminosas antes que ameaças virtuais se transformem em ações concretas.  

As autoridades reforçam que denúncias sobre conteúdos que incentivem violência, discriminação ou extremismo podem ser encaminhadas aos canais oficiais das forças de segurança, contribuindo para a identificação dos responsáveis e a prevenção de novos crimes. 

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