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Flávio Bolsonaro diz que carta de Jair Bolsonaro foi o quinto recado público do pai e acusa Moraes de interferir nas eleições

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O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (13) que a carta divulgada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, representa o “quinto recado público” enviado por ele desde o início das restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Flávio, o ministro Alexandre de Moraes estaria promovendo uma interferência direta no processo eleitoral ao adotar medidas que, na avaliação da defesa, limitam a atuação política da família Bolsonaro.  

A manifestação ocorreu após a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à pré-candidatura do filho. No texto, o ex-presidente defende a união das forças conservadoras em torno de Flávio como candidato à Presidência nas eleições de 2026. Após a publicação, Alexandre de Moraes determinou novas restrições, incluindo a proibição de visitas de Flávio ao pai durante os próximos 90 dias e a abertura de investigação para apurar se o conteúdo da carta configura propaganda eleitoral antecipada.  

Flávio afirmou que a carta não representa um ato ilícito, mas sim mais uma manifestação pública do ex-presidente. Segundo ele, este já seria o quinto posicionamento público de Jair Bolsonaro desde que passou a cumprir as medidas judiciais impostas pelo STF.

O senador também criticou duramente a decisão de Moraes, afirmando que a medida extrapola os limites legais e interfere na disputa eleitoral. De acordo com Flávio, impedir o contato entre pai e filho durante a campanha representa uma tentativa de enfraquecer sua candidatura e restringir direitos fundamentais.

A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta ainda que a decisão é inconstitucional, ressaltando que ele possui o direito de visitar o pai e também atua como um de seus advogados, o que justificaria o contato entre ambos.  

A determinação do STF ocorre em meio ao período de articulações para as eleições de 2026 e aumenta a tensão entre aliados do ex-presidente e a Corte. Integrantes da oposição classificaram a decisão como excessiva e afirmam que ela pode influenciar o cenário político durante a campanha eleitoral.  

Enquanto isso, a investigação sobre a divulgação da carta seguirá em andamento para verificar se houve descumprimento das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro ou eventual prática de propaganda eleitoral antecipada, tema que poderá ter novos desdobramentos nas próximas semanas.  

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