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Deputados pedem investigação sobre participação de Milei e vídeo de Bolsonaro gerado por IA em convenção do PL

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Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) solicitaram ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a abertura de investigações sobre a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, e a exibição de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25), em São Paulo. 

O evento oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026 e contou com a presença de diversas lideranças políticas nacionais e internacionais. Durante a convenção, Javier Milei fez um discurso em apoio ao candidato do PL e direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

Na representação encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados alegam que a participação do presidente argentino pode configurar interferência indevida no processo eleitoral brasileiro. Além disso, questionam a legalidade da utilização de um vídeo produzido com inteligência artificial simulando uma manifestação de Jair Bolsonaro durante o evento político. 

Os parlamentares argumentam que o uso de ferramentas de inteligência artificial em peças eleitorais está sujeito às normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral, que exigem a identificação clara desse tipo de conteúdo para evitar que ele induza o eleitor ao erro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já regulamentou a utilização de tecnologias de IA em campanhas políticas, estabelecendo critérios de transparência para materiais produzidos digitalmente. 

O vídeo exibido durante a convenção apresentava uma representação digital de Jair Bolsonaro, atualmente impossibilitado de disputar as eleições presidenciais. A peça audiovisual foi utilizada para transmitir uma mensagem de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, que foi oficializado como representante do campo bolsonarista na disputa pelo Palácio do Planalto. 

Também foi solicitado que sejam apurados eventuais crimes eleitorais ou violações às normas vigentes relacionadas à propaganda política e ao uso de tecnologias digitais no período eleitoral. Caberá agora à Procuradoria-Geral da República analisar os pedidos apresentados e decidir se há elementos suficientes para a abertura de procedimentos investigativos. 

O caso amplia o debate sobre os limites do uso da inteligência artificial em campanhas eleitorais e sobre a participação de autoridades estrangeiras em atos políticos nacionais, temas que vêm ganhando destaque no cenário eleitoral brasileiro de 2026. 

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