A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não autorizou a divulgação do vídeo produzido com o uso de inteligência artificial que repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. Segundo os advogados, Bolsonaro não participou da elaboração do material nem consentiu com sua publicação.
A manifestação foi apresentada em meio às discussões sobre o cumprimento das medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que incluem restrições relacionadas ao uso das redes sociais. Os advogados sustentam que o ex-presidente não pode ser responsabilizado por conteúdos divulgados por terceiros sem a sua autorização.
De acordo com a defesa, não houve qualquer determinação ou iniciativa de Jair Bolsonaro para produzir ou compartilhar o vídeo. Os representantes do ex-presidente argumentam ainda que a ampla circulação de materiais digitais na internet dificulta o controle sobre publicações feitas por apoiadores ou outros usuários, especialmente quando envolvem recursos de inteligência artificial.
O caso ganhou repercussão após a divulgação do vídeo, que utiliza tecnologias capazes de reproduzir imagens e vozes de forma artificial. O material passou a ser analisado no contexto das restrições impostas pelo STF ao ex-presidente, que é alvo de investigações conduzidas pela Corte.
A defesa busca demonstrar que não houve descumprimento deliberado das medidas cautelares, uma vez que Bolsonaro não teria participado da produção nem autorizado a veiculação do conteúdo. O posicionamento foi encaminhado ao Supremo como parte das explicações solicitadas no processo.
O STF deverá avaliar os argumentos apresentados pelos advogados antes de decidir sobre eventuais desdobramentos do caso. Até o momento, não há decisão definitiva da Corte sobre a responsabilidade do ex-presidente em relação ao vídeo produzido com inteligência artificial.