A Prefeitura de Lages lançou uma nova ação de conscientização dentro da campanha Agosto Lilás, utilizando um banco quebrado instalado em espaço público como símbolo dos impactos da violência contra a mulher. A iniciativa busca sensibilizar a população e reforçar a importância de reconhecer os primeiros sinais de abuso e denunciar os casos antes que a violência se agrave.
Com a mensagem “Quando algo quebra, a gente sabe que há um problema. Na violência contra a mulher, no primeiro sinal, denuncie”, a campanha chama a atenção para situações que muitas vezes começam de forma silenciosa e evoluem para agressões físicas, psicológicas, patrimoniais, morais ou sexuais. A proposta é incentivar familiares, amigos, vizinhos e toda a sociedade a não ignorarem os indícios de violência.
A ação faz parte da programação do Agosto Lilás, organizada pela Secretaria de Políticas para a Mulher e para a Pessoa Idosa. Durante todo o mês, serão realizadas palestras, rodas de conversa, seminários, atividades educativas, entrevistas em emissoras de rádio, distribuição de materiais informativos e ações comunitárias voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Entre os destaques da programação está o Seminário “Agosto Lilás: + Mulheres Vivas, Livres, Informadas e Protegidas”, previsto para o dia 24 de agosto, além de ações itinerantes em comunidades e iniciativas voltadas à autonomia financeira feminina, como a abertura de edital para ocupação das casinhas da Vila do Artesanato.
A campanha também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos de combate à violência doméstica no Brasil. Além de conscientizar a população, o Agosto Lilás reforça a divulgação dos canais de denúncia e dos serviços de acolhimento disponíveis para mulheres em situação de violência.
A Prefeitura destaca que a violência pode ser interrompida logo nos primeiros sinais e que denunciar é um ato de proteção à vida. Casos de violência contra a mulher podem ser comunicados pelo telefone 180, que funciona gratuitamente em todo o país, além das forças de segurança e da rede municipal de atendimento às vítimas.