Uma situação inusitada e preocupante tem chamado a atenção de moradores de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Uma casa de madeira permanece há cerca de quatro meses sobre a carroceria de um caminhão, após o transporte ser interrompido por problemas mecânicos e pela falta de um terreno para receber a estrutura. O caso mobilizou a Defesa Civil, que determinou a remoção do imóvel devido ao risco de desabamento.
De acordo com o proprietário da transportadora responsável pelo serviço, a residência foi retirada do terreno original no mês de março. No entanto, o cliente informou que o novo local ainda não estava preparado para receber a construção. Quando o destino finalmente ficou disponível, o caminhão apresentou falhas mecânicas, e a empresa enfrentou dificuldades para encontrar peças de reposição, impedindo a conclusão do transporte.
A estrutura permaneceu estacionada em um terreno próximo à Escola Casimiro Stachurski e ao Centro de Convivência Polonês, locais com grande circulação de pessoas, especialmente crianças. Com o passar dos meses, a casa passou a apresentar sinais de deterioração e inclinação, aumentando a preocupação das autoridades e da comunidade.
Segundo a Defesa Civil de Criciúma, os cabos de aço que mantinham a casa presa ao caminhão se romperam parcialmente, enquanto os trilhos metálicos que sustentam a estrutura começaram a entortar. O diretor do órgão, Fred Gomes, afirmou que a residência apresenta risco iminente de queda, o que motivou a adoção de medidas emergenciais para evitar acidentes.
Diante da situação, a Defesa Civil acionou a Polícia Militar e o Departamento de Trânsito para organizar a retirada da casa e o reboque do caminhão. A desmontagem da estrutura foi programada para eliminar os riscos e liberar a área, garantindo a segurança de moradores, estudantes e pedestres que transitam diariamente pelo local.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais pela cena incomum de uma residência inteira parada sobre um caminhão por vários meses. Apesar das explicações apresentadas pela transportadora, as autoridades reforçam que a prioridade é evitar que a estrutura venha a desabar e cause danos materiais ou coloque vidas em risco.