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El Niño ganha força e tem 90% de chance de atingir intensidade muito forte no fim de 2026

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A possibilidade de um El Niño de intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026 aumentou para 90%, segundo uma nova projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno climático já apresenta sinais de fortalecimento e pode provocar mudanças importantes nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

A nova estimativa representa uma elevação em relação ao boletim divulgado em julho, quando a agência norte-americana apontava 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar esse nível de intensidade. Além disso, existe 69% de chance de o episódio atingir proporções históricas, podendo superar os registros dos eventos mais intensos observados desde 1950.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento interfere na circulação atmosférica e pode modificar a distribuição das chuvas, a ocorrência de ondas de calor e outros padrões meteorológicos em diversas partes do mundo.

De acordo com as informações mais recentes, a região do Pacífico Equatorial apresenta um aquecimento significativo. Na área conhecida como Niño 3.4, utilizada para acompanhar a evolução do fenômeno, a anomalia de temperatura passou de cerca de 1,2°C acima da média em julho para 1,8°C na atualização de agosto.

A intensidade do fenômeno também chama atenção pelo volume de calor acumulado abaixo da superfície do oceano. Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (13), algumas áreas do Pacífico apresentam temperaturas muito acima da média em profundidade, indicando que há energia disponível para sustentar o fortalecimento do El Niño nos próximos meses.

No Brasil, os efeitos podem variar bastante de acordo com a região. Historicamente, episódios de El Niño estão associados a aumento das chuvas no Sul do país, elevando o risco de temporais, enchentes e cheias. Já no Norte e em áreas do Nordeste, o fenômeno pode favorecer períodos mais secos e redução das precipitações.

As projeções também indicam possibilidade de temperaturas mais elevadas em grande parte do território brasileiro. O cenário preocupa ainda pelo potencial de aumento das condições favoráveis a queimadas, especialmente em áreas do Pantanal e da Amazônia.

Em Santa Catarina, a Defesa Civil e a Epagri emitiram uma nota meteorológica nesta quinta-feira destacando a rápida intensificação do El Niño nos próximos meses. Segundo os órgãos estaduais, a NOAA aponta probabilidade superior a 90% de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre a primavera de 2026 e o verão de 2027.

Apesar da previsão de um evento intenso, especialistas ressaltam que o El Niño não determina sozinho como será o clima em cada cidade. A resposta da atmosfera pode variar, e os impactos dependem de outros fatores meteorológicos. Por isso, as previsões devem ser atualizadas continuamente.

A próxima atualização oficial da NOAA está prevista para setembro. Até lá, o comportamento das temperaturas do Pacífico e da circulação atmosférica será acompanhado de perto pelos centros meteorológicos.

O cenário atual, porém, já coloca o fim de 2026 e o início de 2027 sob atenção. Caso o El Niño alcance realmente uma intensidade excepcional, seus efeitos poderão ser sentidos em diferentes partes do Brasil, com destaque para mudanças no regime de chuvas, períodos de calor mais intenso e aumento dos riscos relacionados a eventos extremos.

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El Niño pode atingir intensidade histórica até o fim de 2026 e manter efeitos no Brasil em 2027

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O fenômeno climático El Niño deve continuar se intensificando até o fim de 2026 e permanecer forte ou muito forte nos primeiros meses de 2027, segundo projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A previsão acende um alerta para possíveis mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com o boletim divulgado em outubro pelo Centro de Previsão Climática, ligado à NOAA, existe uma probabilidade superior a 83% de que o fenômeno permaneça forte ou muito forte entre janeiro e março de 2027. A agência também aponta a possibilidade de um episódio de intensidade histórica, que pode estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e influencia a formação de nuvens, a distribuição das chuvas e as temperaturas em diversas partes do mundo. Os efeitos variam de acordo com a região e com a época do ano.

No Brasil, uma das principais preocupações está relacionada à Região Sul, onde o fenômeno costuma aumentar a probabilidade de chuvas acima da média. O cenário exige atenção especial para episódios de precipitação intensa, elevação dos níveis dos rios, alagamentos e possíveis inundações.

Em Santa Catarina, a possibilidade de um El Niño intenso reforça a importância do acompanhamento das previsões meteorológicas e dos alertas emitidos pelos órgãos de monitoramento. Apesar da influência do fenômeno sobre o clima regional, cada episódio de chuva forte precisa ser analisado considerando as condições atmosféricas específicas, sem atribuir automaticamente todos os eventos ao El Niño.

Os efeitos do fenômeno também podem ser diferentes em outras partes do país. Enquanto o Sul apresenta tendência de maior volume de precipitação, áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos com chuvas abaixo da média, aumentando a preocupação com a estiagem e as temperaturas elevadas. No Centro-Oeste, a distribuição das chuvas também merece atenção, especialmente durante o período de transição para a estação chuvosa.

As projeções climáticas indicam ainda que as temperaturas podem permanecer acima da média em grande parte do território brasileiro. A combinação entre calor e alterações no regime de precipitação pode trazer impactos para a agricultura, o abastecimento de água, a geração de energia e a rotina da população.

Especialistas ressaltam que previsões sazonais apontam tendências e probabilidades, mas não determinam com precisão quando ou onde ocorrerá um evento extremo. Por isso, as estimativas são atualizadas conforme novas informações sobre as condições do oceano e da atmosfera são disponibilizadas.

Com a perspectiva de manutenção do El Niño nos primeiros meses de 2027, o monitoramento climático continuará sendo fundamental para antecipar riscos e orientar medidas preventivas, principalmente nas regiões mais suscetíveis a chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de estiagem.

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Datafolha: redução da maioridade penal tem apoio de 89% dos eleitores de Flávio Bolsonaro e 70% dos de Lula

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A redução da maioridade penal conta com o apoio da maioria dos eleitores dos dois principais grupos políticos associados a Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (17). O levantamento aponta que 89% dos eleitores de Flávio são favoráveis à medida, enquanto o percentual entre os eleitores de Lula chega a 70%.

Os números indicam que a proposta de reduzir a idade mínima para responsabilização criminal de adolescentes encontra respaldo em diferentes segmentos do eleitorado brasileiro, embora o apoio seja mais expressivo entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.

A discussão sobre a maioridade penal é recorrente no debate público brasileiro, especialmente em meio a preocupações com a segurança pública e a participação de adolescentes em crimes. Os defensores da redução argumentam que a medida poderia ampliar a responsabilização de jovens envolvidos em delitos graves e contribuir para o enfrentamento da criminalidade.

Por outro lado, críticos da proposta sustentam que a redução da maioridade penal não resolveria, por si só, os problemas relacionados à violência. Entre os argumentos contrários estão a necessidade de investir em educação, prevenção, assistência social e aprimoramento das medidas socioeducativas, além dos riscos associados ao encarceramento de adolescentes.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos à legislação especial. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê medidas socioeducativas para adolescentes que cometem atos infracionais, incluindo, nos casos previstos em lei, a internação.

A alteração desse limite envolve uma discussão jurídica e política complexa, com propostas que precisam ser analisadas no Congresso Nacional e à luz das normas constitucionais e dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Os resultados da pesquisa mostram que a redução da maioridade penal permanece como um tema relevante para o eleitorado e pode integrar as discussões políticas durante o período eleitoral de 2026.

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Fim da escala 6×1: nova jornada de trabalho prevê duas folgas semanais e redução gradual da carga horária

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O fim da escala de trabalho 6×1 foi oficializado nesta sexta-feira (16), após a promulgação da Emenda Constitucional nº 141 de 2026 pelo Congresso Nacional. A mudança estabelece a adoção da escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso remunerado por semana, além de prever a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

A nova regra deverá entrar em vigor em 15 de dezembro de 2026, após o período de transição de 60 dias previsto na emenda. A partir dessa data, os empregadores deverão adequar as jornadas dos trabalhadores às novas exigências, com a redução inicial do limite semanal de 44 para 42 horas.

A segunda etapa da mudança ocorrerá ao longo do período de transição, até que a jornada máxima seja reduzida para 40 horas semanais. Ao final da implementação, a regra geral será de até oito horas diárias e 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.

A mudança representa uma alteração importante na organização do trabalho no Brasil, especialmente para profissionais de setores como comércio, serviços e outras atividades que tradicionalmente adotam a escala 6×1. Nesse modelo, o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de trabalho e tem apenas um dia de folga, o que frequentemente dificulta a conciliação entre a rotina profissional, a vida familiar e o descanso.

Com a adoção da escala 5×2, a expectativa é ampliar o tempo disponível para atividades pessoais, convivência familiar e recuperação física e mental. A medida também deverá exigir mudanças na organização das equipes e no planejamento das empresas, principalmente nos estabelecimentos que funcionam diariamente ou precisam manter atendimento contínuo.

A emenda permite, excepcionalmente, a adoção de regimes compensatórios diferentes da escala 5×2, desde que previstos em acordo ou convenção coletiva de trabalho e respeitadas as condições estabelecidas pela nova legislação. Dessa forma, determinadas atividades poderão manter organizações específicas de jornada, desde que atendam aos requisitos legais.

Os trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública terão um prazo de adaptação diferenciado. Para essas empresas, a transição para o novo modelo poderá ocorrer em até 12 meses após a promulgação da emenda, conforme as regras estabelecidas para evitar interrupções na prestação de serviços públicos essenciais.

A legislação também prevê condições específicas para determinados profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do INSS. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de concessão do empregador ou de previsão em acordo ou convenção coletiva, embora a organização da escala de trabalho também deva observar as disposições aplicáveis da emenda.

Com a mudança, empresas e trabalhadores deverão acompanhar as orientações para a adequação das jornadas, levando em consideração as regras de transição e as particularidades de cada categoria profissional. O objetivo central da medida é garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores e reduzir progressivamente a carga horária semanal, preservando os salários.

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