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Homem é espancado até a morte após ser acusado de roubar bicicleta em Copacabana

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Novas imagens de câmeras de segurança exibidas neste domingo (23) pelo Fantástico ajudam a esclarecer como começaram as agressões que terminaram na morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Cláudio foi espancado após ser acusado, de forma equivocada, de ter roubado uma bicicleta. Segundo a família, o veículo pertencia a uma das irmãs da vítima. As imagens analisadas pela investigação mostram que, antes do início do linchamento, Cláudio permaneceu tranquilo durante a abordagem e não apresentou comportamento agressivo.

Em um dos momentos registrados, ele aparece conversando com seguranças e chega a apertar a mão de um deles. Em outra cena, dá tapinhas nas costas de um segurança. As imagens também mostram Cláudio sentado em frente à entrada de um prédio, sem tentar fugir do local.

A situação, porém, evoluiu rapidamente para uma perseguição. Segundo as investigações, um segurança passou a desconfiar da bicicleta e teria abordado Cláudio. A suspeita acabou atraindo outras pessoas, e o homem foi perseguido e agredido.

O espancamento durou vários minutos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cláudio recebeu dezenas de golpes, inclusive na cabeça. As agressões foram cometidas com pauladas, além de socos e chutes.

Cláudio foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi causada por traumatismo craniano e hemorragia interna.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e apura a participação de seguranças e outras pessoas nas agressões. Quatro suspeitos foram presos. Entre eles está Davi Santos Machado, apontado como um dos principais envolvidos nas agressões. Em depoimento, ele admitiu ter golpeado Cláudio com um porrete e afirmou que agiu por impulso depois de receber a informação de que a vítima seria um possível ladrão.

As investigações também apontam para a possível atuação de grupos de segurança clandestina na região de Copacabana. A polícia busca identificar todos os envolvidos e esclarecer a dinâmica completa do crime.

Para a família, Cláudio foi vítima de uma acusação injusta que terminou em uma violência extrema. A irmã dele, Fabiana Landeiro Hansen, afirmou que pretende acompanhar o caso e evitar que a morte do irmão seja esquecida.

O caso provocou indignação pela brutalidade das agressões e também levantou questionamentos sobre a atuação de grupos que fazem justiça com as próprias mãos. A Polícia Civil continua analisando imagens de câmeras de segurança e outros elementos para identificar todos os responsáveis pela morte.

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