Um homem de 47 anos foi preso em Florianópolis, Santa Catarina, suspeito de utilizar uma autorização judicial para cultivo de cannabis medicinal como justificativa para produzir e comercializar drogas ilegalmente. A prisão ocorreu nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, durante uma operação da Polícia Civil que investigava a produção e a venda de entorpecentes.
A ação foi realizada pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis, após aproximadamente seis meses de investigação. Segundo a polícia, o imóvel utilizado pelo suspeito, localizado no Sul da Ilha, era destinado ao cultivo e processamento da cannabis.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais apreenderam cerca de 200 pés de maconha em diferentes estágios de crescimento. Também foram encontrados aproximadamente 3 quilos de skunk, variedade de cannabis com alta concentração de THC, além de porções de haxixe e micropontos de LSD.
A operação ainda localizou balanças de precisão, insumos utilizados na extração de derivados da planta e documentos com registros contábeis. O material apreendido deverá auxiliar as autoridades na investigação sobre a produção e a possível comercialização das substâncias.
De acordo com a investigação, o homem possuía autorização judicial para cultivar cannabis com finalidade medicinal. No entanto, a polícia afirma que a produção teria ultrapassado os limites autorizados para uso terapêutico. O excedente, conforme a suspeita, seria destinado à venda ilegal de entorpecentes.
A movimentação financeira atribuída ao investigado durante o período analisado foi estimada em aproximadamente R$ 300 mil. O valor integra os elementos reunidos pela Polícia Civil para apurar a possível atividade comercial relacionada ao cultivo.
A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça diante dos elementos apresentados no inquérito. O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.
As investigações devem continuar para esclarecer a extensão da produção, a origem dos recursos e o possível envolvimento de outras pessoas na atividade criminosa. A Polícia Civil também deverá analisar os materiais apreendidos para reunir informações sobre a estrutura de cultivo e processamento da droga.
O caso chama a atenção para a diferença entre o cultivo autorizado de cannabis para fins medicinais e a utilização da planta em atividades de produção e comercialização ilegal de drogas. A autorização judicial para tratamento de saúde não permite, por si só, o desvio da produção para o comércio de entorpecentes.