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Lula e Flávio Bolsonaro buscam ampliar apoio e conquistar votos além de suas bases

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A cinco dias do primeiro turno das eleições de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a direcionar parte da estratégia eleitoral para conquistar eleitores que não se identificam diretamente com suas bases políticas tradicionais.

No horário eleitoral desta terça-feira (29), os dois candidatos fizeram apelos voltados principalmente ao eleitorado independente. Lula afirmou que não é necessário “fazer o L” ou usar vermelho para votar nele. A mensagem apresentada pela campanha buscou enfatizar que o eleitor pode apoiar suas propostas sem necessariamente se identificar com os símbolos tradicionalmente associados ao petista.

A propaganda de Lula também destacou propostas relacionadas à economia e ao trabalho, como o fim da escala 6×1 sem redução salarial, a retirada de impostos sobre a cesta básica e a ampliação do programa Pé-de-Meia. A campanha ainda abordou a proibição das apostas esportivas conhecidas como bets e voltou a fazer críticas à gestão anterior.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro também adotou uma abordagem voltada aos eleitores que não necessariamente possuem identificação pessoal com sua candidatura. Em sua propaganda, o candidato afirmou que quem deseja mudança não precisa gostar dele, mas pode demonstrar confiança por meio do voto.

O programa eleitoral de Flávio concentrou parte da mensagem em temas como segurança pública e custo de vida. A campanha apresentou relatos de eleitores que afirmam ter votado em Lula anteriormente, mas que agora declararam apoio ao candidato do PL.

Entre as propostas apresentadas pela campanha de Flávio estão a criação do programa Brasil Sem Medo, o enquadramento de facções criminosas como organizações narcoterroristas, o aumento das penas para crimes como roubo de celulares e a redução da maioridade penal. Algumas dessas medidas dependem de mudanças na legislação e, portanto, de aprovação do Congresso Nacional.

A busca pelos chamados eleitores independentes ocorre na reta final do primeiro turno, em um cenário de disputa concentrada entre os principais candidatos. As campanhas passaram a ampliar o discurso para além dos grupos que tradicionalmente apoiam cada candidatura, tentando alcançar eleitores que ainda não possuem identificação consolidada com nenhum dos lados.

Com a aproximação da votação, marcada para o próximo domingo, as estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro mostram uma tentativa de ampliar a coalizão eleitoral de cada campanha. Em vez de falar apenas com os apoiadores mais fiéis, os programas passaram a utilizar mensagens destinadas também a quem pode estar disposto a votar em uma candidatura sem necessariamente compartilhar de sua identidade política ou de todas as suas posições.

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