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Adolescente de 14 anos é baleado no rosto em Chapecó após colega de 13 anos pegar arma do pai

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Um adolescente de 14 anos foi baleado no rosto na tarde de sábado (10), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, após outro garoto, de 13 anos, ter acesso a uma arma de fogo pertencente ao pai. A vítima foi socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia.

O disparo foi efetuado com uma pistola calibre 9 milímetros. Conforme informações da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o pai do adolescente que teria feito o disparo não estava em casa no momento da ocorrência, e a arma estaria guardada em um local de fácil acesso.

Após ser atingido, o adolescente foi atendido pelo Serviço Aeropolicial (Saer), que realizou o transporte até a unidade hospitalar. Até a tarde desta segunda-feira (12), não havia atualização oficial sobre o estado de saúde da vítima.

O garoto de 13 anos foi internado provisoriamente por determinação judicial e é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio. O Ministério Público solicitou a medida, apontando indícios de autoria e materialidade, além da gravidade da ocorrência. A Justiça aceitou o pedido, que prevê a permanência provisória do adolescente em uma unidade de internação.

De acordo com informações da investigação, o jovem estaria com amigos quando teria se irritado com a bagunça no local. Na sequência, pegou a arma e atingiu o colega. A dinâmica completa do ocorrido ainda está sendo apurada pelas autoridades.

Em nota, a defesa da família do adolescente investigado afirmou que os dois garotos eram melhores amigos e que o disparo aconteceu acidentalmente durante um momento de brincadeira. Segundo os advogados, após o ocorrido, o próprio adolescente teria procurado ajuda, chamando vizinhos para prestar socorro à vítima. A família também manifestou solidariedade ao jovem ferido e aos seus familiares.

O pai do adolescente que teve acesso à arma também é investigado por suspeita de omissão de cautela na guarda de arma de fogo, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento. Durante as diligências realizadas na residência, foram apreendidos uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.

Além da internação provisória, o Ministério Público solicitou uma avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico para o adolescente investigado, bem como atendimento psicológico aos pais. A Justiça também determinou a continuidade das investigações, a realização de exames periciais e a obtenção de documentos médicos referentes ao estado de saúde da vítima.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do disparo e as responsabilidades dos envolvidos. Por se tratar de adolescentes, a apuração segue as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece medidas específicas para menores de 18 anos envolvidos em atos infracionais.

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