Santa Catarina já contabiliza 43 feminicídios entre janeiro e outubro de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC). O número representa um aumento de 13,2% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 38 casos no estado.
O levantamento evidencia o crescimento da violência letal contra mulheres em território catarinense e reforça a preocupação com a persistência dos crimes motivados pela condição de gênero, especialmente aqueles relacionados à violência doméstica e familiar.
Na comparação com os anos anteriores, o número registrado em 2026 também chama a atenção. No mesmo intervalo de 2023, Santa Catarina havia contabilizado 44 feminicídios, enquanto, em 2024, foram registrados 45 casos. Já em 2025, o total foi de 38 mortes, cinco a menos do que o registrado neste ano até o momento.
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões relacionadas à sua condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar, além de casos de menosprezo ou discriminação contra mulheres. A legislação brasileira prevê punições específicas para esse tipo de crime, reconhecendo a gravidade da violência de gênero.
Os números reforçam a importância de ações de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres que vivem situações de violência. A identificação de ameaças, agressões físicas, perseguições e comportamentos de controle pode ser fundamental para evitar que episódios de violência evoluam para situações mais graves.
A denúncia é uma das principais ferramentas para combater esse tipo de crime. Mulheres que sofrem violência, assim como familiares, amigos ou testemunhas, podem procurar os canais oficiais de atendimento para relatar os casos e buscar orientação.
O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, que funciona gratuitamente em todo o Brasil, durante 24 horas, oferecendo informações e orientações sobre os serviços disponíveis. Em situações de emergência, quando a vítima estiver em perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.
O aumento registrado em Santa Catarina destaca a necessidade de fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, ampliar o acesso à rede de proteção e garantir que vítimas de ameaças e agressões recebam atendimento adequado. Os dados também reforçam a importância da participação da sociedade na identificação e denúncia de situações de violência.